29/7/08
O Homem de Ouro

O homem de Ouro
Numa certa aldeia morava um homem simples, de aparência serena e de poucos recursos materiais. Certa manhã acordou com uma frase escrita em sua mente que não sabia como aparecera, mas desconfiava de que havia captado nas viagens que empreendera durante o repouso noturno. A frase recorrente em seu pensamento era: O homem de ouro! O que seria um homem de ouro? E porque esta frase estava no seu pensamento como um vírus? O homem resolveu investigar as razões que dera origem ao seu texto mental. Iniciou tentando se lembrar dos sonhos que tivera naquela noite, horas pensando e nenhuma lembrança. Pensou que talvez fosse uma comunicação, uma mensagem de outros mundos, mas com que finalidade se aquela frase nada dizia além do que estava escrito: O homem de ouro! Paciente, tomou uma decisão, não iria mais se preocupar com aquele assunto, pois imaginou que se tivesse alguma finalidade, certamente descobriria… E guardou consigo aquele mistério! O que às vezes o incomodava era o fato de não viver pensando em riquezas, pois tinha o suficiente para viver, tinha paz, saúde e era cercado por milhares de grandes amigos. Tudo que desejava sabia que poderia ter, pois era conhecido como homem de palavra, honesto e trabalhador o qual todos tinham alegria em servir, pois sabiam que quem o servia seria para sempre reconhecido, tendo dele a amizade, confiança e o que mais se precisasse. Todos iam a ele quando necessitavam de alguma coisa, pois mesmo quando ele não possuía a tal coisa, a sua palavra de firmeza e confiança poderia ir buscar de outros que a tinham e que jamais negariam a ele… Sabia usar as palavras de forma positiva e sempre agradecia mesmo quando dava alguma coisa… Assim, a sua maneira de ser inspirava a vida dos moradores da aldeia e todos viviam em paz com respeito amizade e confiança. Quando aparecia alguma questão entre moradores o caso era levado a ele que sabiamente resolvia o conflito de maneira benéfica para as duas partes. Assim os homens prosperavam a cada dia em união e reconhecimento atraindo para aquele lugar caravanas de pessoas que desejavam aprender como viver bem e ter o que aqueles bem ditos homens tinham. Os homens que chegavam começavam logo a aprender o valor do reconhecimento e da gratidão vendo que aquelas pessoas tinham o costume de dar ao sábio homem uma parte do que lucravam nos seus negócios e colheitas e ele por sua vez colocava tudo que ganhava a serviço da própria aldeia, distribuindo aos que necessitavam e ensinando-os a repartir de maneira que todos podiam usufruir e sempre sobrava para presentear a quem desejassem. As caravanas que vinham à aldeia traziam consigo bens e produtos das suas terras distantes e quando chegavam presenteavam e eram presenteados e bem recebidos por todos. O encontro de diversas aldeias se transformava numa grande festa. A aldeia crescia, os bens se multiplicavam, a riqueza se reproduzia e a felicidade, alegria e bem estar era uma lei permanente. Os moradores e visitantes versados em reconhecimento e gratidão resolveram fazer uma homenagem ao velho sábio e construíram uma grande estátua de ouro no centro da aldeia para que todos sempre lembrassem daquele homem simples que transformou a vida das pessoas daquele lugar. Assim foi feito e passaram a chamá-lo de “O Homem de Ouro”.
Já velho, o homem de ouro deitado em seu leito e já sem forças para falar, escreveu suas derradeiras palavras para a multidão que o esperava na praça central, pediu que fossem lidas e adormeceu…
Prezado amig@: Esta crônica faz parte do Livro "O Homem de Ouro" que estou escrevendo. Me propondo a fazer de maneira diferente convido-o para ser co-autor do livro comigo. Entre na área de comentário deste blog e responda: O que o Homem de Ouro escreveu para a multidão ? Os comentário serão editados e publidacados no meu livro. grato a todos
Romero Meneses
criado por crescendo
14:51 — Arquivado em: 



