29/7/08
Cordel da Tolerância

O cordel da tolerância
Fala de educação
De quem sabe respeitar
A outra compreensão
Respeitar o outro ser
É saber reconhecer
Sua mesma condição
Respeitar o pensamento
A maneira de falar
Pois cada um se faz único
No jeito de se expressar
Cada qual tem o seu jeito
Merecedor de respeito
É quem sabe respeitar
Cada ser humano tem
As suas necessidades
Seus talentos e virtudes
E suas dificuldades
Seu registro de memória
Sua luta sua história
Seus dons suas qualidades
Cada um se faz eterno
Com o jeito único de ser
E essa é a riqueza
Maior que se pode ter
Ser único na existência
Fazer parte da ciência
Constituir-se poder
Por isso é necessário
Aprender a tolerar
Conhecer pra entender
Entender pra respeitar
Descobrir que o semelhante
É pra nós tão importante
Quanto é o respirar
Tolerância com quem vive
Em uma outra cultura
Tratar todos como irmãos
De uma mesma raça pura
Pois todos somos iguais
Andantes universais
Em busca de formosura
Nascemos do mesmo fluxo
De uma mesma criação
Estamos aqui na terra
Cumprindo a mesma missão
Pagando a mesma passagem
Fazendo a mesma viagem
Ao país da retidão
Sofremos as mesmas dores
Procuramos alegrias
Estamos no mesmo barco
Sujeitos a ventanias
Temos a mesma ilusão
Comemos o mesmo pão
Vivemos os mesmos dias
Nascidos do mesmo pó
Mantemos mesmas matizes
Se o caule é diferente
Somos das mesmas raízes
Somos o réu e o juiz
Se tiver um infeliz
Os outros não são felizes
Buscando fazer a paz
Às vezes fazemos guerra
Quem quiser ser perdoado
Perdoe quando o outro erra
Quando a luz se apagar
Iremos nos encontrar
Nos braços da mesma terra
Quem quiser ser vencedor
Procure ser tolerante
Pois somos todos iguais
Ninguém é mais importante
Pois a tal intolerância
Irmã da ignorância
Não faz o ser triunfante
O homem intolerante
Não pode ser vencedor
Por nunca reconhecer
No outro algum valor
Por na sua posição
Ter a triste ilusão
De que é superior
Cultiva a tolerância
Quem já tem sabedoria
Quem já tem educação
Pra viver em harmonia
Quem sabe reconhecer
O valor de cada ser
Nas ações do dia-a-dia
Nasce da intolerância
Toda guerra e conflito
Vem da paz e do amor
O exemplo mais bonito
De quem sabe respeitar
E por isso propagar
Seu respeito infinito
Quem mantém a tolerância
Não olha com julgamento
Pois sabe que o outro tem
O seu mesmo elemento
São seres constituídos
Buscando elos perdidos
Nas forças do firmamento
Saber respeitar também
Pessoas especiais
Pois somos pequenos barcos
Sujeitos a vendavais
Sujeitos às mesmas mágoas
Remando nas mesmas águas
De volta ao mesmo cais
Assim podemos viver
Numa nação solidária
Aonde será extinta
A política carcerária
Vivermos como irmãos
No ato de dar as mãos
Fazer a paz planetária
Cantar juntos a canção
Dizendo somos felizes
Onde não há tribunais
Nem julgados nem juízes
Pelo respeito profundo
Abrir os portões do mundo
E as fronteiras dos países
Quando cada um tiver
Praticando a tolerância
Será extinta do mundo
Esta palavra ganância
Quando se reconhecer
Que todos podem crescer
Dentro da sua importância
Não haverá mais infernos
Ou lugar de purgação
Todos estarão a salvos
No berço da retidão
A última lei do juízo
Decreta que o paraíso
É a nossa condição 
Assim seremos eternos
Na nossa simplicidade
Plenos e absolutos
Num reino de amizade
Fazendo as coisas direito
Guiados pelo respeito
Vivendo a felicidade
criado por crescendo
13:46 — Arquivado em: 

Romero, lindo poema. Merecedor de um premio, com certeza.
grande abraço deste amigo que te deseja felicidade a vida inteira.
Comentário por Rafael Pestana — 31 de julho de 2008 @ 23:39
Beleza,Mano. venho aprendendo a gostar de cordel. teu poema tem belas imagens e um rÃtmo preciso.
fala de um tema tão crucial para este ciclo que estamos vivendo.
boa sorte e prosperidade!
Comentário por Moisés Barreto — 1 de agosto de 2008 @ 7:05